“Não serei candidato em nome de nenhum partido. Serei candidato por Portugal.” Manuel Alegre
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Manuel Alegre em Coimbra:
"É preciso que a justiça funcione"
[07-02-2010] | 0 comentários
"Sou contra a justiça na praça pública, mas é preciso que a justiça funcione" afirmou Manuel Alegre aos jornalistas, ontem, à margem da cerimónia que decorreu em Coimbra onde recebeu o Tributo Consagração atribuído pela Fundação Inês de Castro.

Manuel Alegre citou Aristóteles para lembrar que "a justiça é a suprema das virtudes" e realçou que "em época de crise é preciso que a justiça se afirme".

Face Oculta: Manuel Alegre diz que "é tempo de a Justiça funcionar"

O ex-deputado do PS Manuel Alegre evitou hoje falar da divulgação na imprensa de escutas telefónicas do processo "Face Oculta", mas defendeu que "é tempo de a Justiça funcionar".

"É tempo de a Justiça funcionar para que estas coisas não aconteçam", declarou o pré-candidato à Presidência da República aos jornalistas, em Coimbra.

Manifestando-se "contra os julgamentos na praça pública", Manuel Alegre sublinhou que "em tempo de crise é preciso que a Justiça se afirme".

O antigo vice-presidente da Assembleia da República respondia aos jornalistas, ao ser questionado sobre a reprodução parcial na imprensa de escutas inseridas no despacho de um juiz de Aveiro.

Na sexta-feira, o semanário Sol transcreveu extratos do despacho em que aquele magistrado considera haver "indícios muito fortes da existência de um plano" em que estaria envolvido o primeiro ministro José Sócrates para controlar a TVI, afastar Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz, marido da jornalista e ex-diretor da estação de televisão.

Do despacho constam transcrições de escutas telefónicas envolvendo Armando Vara, então administrador do BCP, Paulo Penedos, assessor da PT, e Rui Pedro Soares, administrador executivo da PT.

O processo Face Oculta investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas.

A reação de Manuel Alegre ao processo Face Oculta foi feita à margem de uma cerimónia em que o também político foi distinguido pela sua obra com um "Tributo Consagração" da Fundação Inês de Castro (FIC).

Na cerimónia, que decorreu na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, foi entregue o prémio literário da FIC, relativo a 2009, ao padre José Tolentino de Mendonça.

Lusa/CSS.
 

 
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